O câncer de pele não melanoma é o tipo de tumor mais frequente no Brasil em ambos os sexos, correspondendo a cerca de 30% de todos os diagnósticos de tumores malignos no país. Embora apresente uma incidência extremamente alta, ele possui baixa letalidade e excelentes índices de cura quando detectado precocemente. Sua ocorrência está diretamente relacionada à exposição crônica aos raios solares sem a proteção adequada, sendo mais comum em pessoas com mais de 40 anos e de pele clara.
Excluindo os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama é o tumor mais incidente entre as mulheres no Brasil. Ele representa cerca de 30% das neoplasias no público feminino e é uma das principais causas de mortalidade por câncer nesse grupo. A conscientização sobre o autoexame e, principalmente, a realização periódica da mamografia são fundamentais para o diagnóstico precoce, o que eleva drasticamente as chances de sucesso terapêutico.
Entre os homens, desconsiderando a pele não melanoma, o câncer de próstata lidera com folga as estatísticas de incidência no país. O desenvolvimento desse tumor está intimamente associado ao envelhecimento, sendo mais frequente a partir dos 50 anos. Por ser uma doença que frequentemente evolui de forma silenciosa nas fases iniciais, as campanhas de saúde pública enfatizam a importância de exames de rotina para garantir a detecção precoce e tratamentos menos invasivos.
Por fim, os tumores de cólon e reto (colorretal) vêm ganhando destaque e já ocupam a segunda posição em incidência tanto para homens quanto para mulheres no território nacional. O crescimento desses casos está fortemente associado ao aumento da expectativa de vida e a fatores modificáveis, como dietas ricas em alimentos ultraprocessados, sedentarismo e obesidade. Além dele, os tumores de pulmão, estômago e colo do útero completam a lista dos tipos mais prevalentes no Brasil.