• Formado em Medicina pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).
  • Residência de Neurocirurgia na Santa Casa de Belo Horizonte.
  • Fellow em Radiocirurgia e Neurocirurgia Funcional pela Universidade da Califórnia Los Angeles (UCLA) EUA.
  • Neurocirurgião do Corpo clínico do Hospital Sirio Libanês e Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo
  • Autor do Neurosurgery Blog
  • Autor de 4 livros
  • Colaborador na criação de 11 aplicativos médicos.
  • Editor do Canal do YouTube NeurocirurgiaBR
  • Diretor de Tecnologia de Informação da Associação Paulista de Medicina (APM) 
  • Delegado da Associação Médica Brasileira (AMB)

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Os cuidados paliativos em casos de tumor cerebral. Julio Pereira Neurocirurgião

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Cuidados paliativos em tumores cerebrais focam no controle de sintomas neurológicos graves como dor de cabeça intensaconvulsõesnáuseas por hipertensão intracraniana e déficits motores/cognitivos progressivos, integrando-se desde o diagnóstico até a fase terminal. Corticosteroides como dexametasona (4-16 mg/dia) reduzem edema peritumoral rapidamente, enquanto anticonvulsivantes profiláticos (fenitoína, levetiracetam) previnem crises em 20-40% dos casos; opioides (morfina, fentanyl) controlam cefaleia refratária sem causar sedação excessiva.

Sintomas neuropsiquiátricos desafiadores, como agitação terminaldelírio (em 60% dos pacientes) e depressão/aniedade por perda de autonomia, demandam abordagem multidisciplinar com haloperidol (1-5 mg/dia), benzodiazepínicos (midazolam SC em agitação refratária) e suporte psicológico/familiar — equívocos como confundir confusão com demência atrasam intervenções cruciais.

Cuidados no final da vida incluem hidratação mínima (soro hipoderme se desidratado), suspensão de sondas desnecessáriasposicionamento para evitar úlceras e controle respiratório ruidoso com hioscina butilbrometo ou morfina — ventilação mecânica é evitada salvo desejo expresso, priorizando conforto sobre prolongamento biológico.

Benefícios comprovados elevam qualidade de vida em 30-50%, reduzem internações desnecessárias e aliviam sobrecarga familiar; devem iniciar precoce, paralelamente a quimio/radioterapia, com equipe incluindo paliativista, neurologista, fonoaudiólogo e assistente social para planejamento avançado de vontade.