Cuidados paliativos em tumores cerebrais focam no controle de sintomas neurológicos graves como dor de cabeça intensa, convulsões, náuseas por hipertensão intracraniana e déficits motores/cognitivos progressivos, integrando-se desde o diagnóstico até a fase terminal. Corticosteroides como dexametasona (4-16 mg/dia) reduzem edema peritumoral rapidamente, enquanto anticonvulsivantes profiláticos (fenitoína, levetiracetam) previnem crises em 20-40% dos casos; opioides (morfina, fentanyl) controlam cefaleia refratária sem causar sedação excessiva.
Sintomas neuropsiquiátricos desafiadores, como agitação terminal, delírio (em 60% dos pacientes) e depressão/aniedade por perda de autonomia, demandam abordagem multidisciplinar com haloperidol (1-5 mg/dia), benzodiazepínicos (midazolam SC em agitação refratária) e suporte psicológico/familiar — equívocos como confundir confusão com demência atrasam intervenções cruciais.
Cuidados no final da vida incluem hidratação mínima (soro hipoderme se desidratado), suspensão de sondas desnecessárias, posicionamento para evitar úlceras e controle respiratório ruidoso com hioscina butilbrometo ou morfina — ventilação mecânica é evitada salvo desejo expresso, priorizando conforto sobre prolongamento biológico.
Benefícios comprovados elevam qualidade de vida em 30-50%, reduzem internações desnecessárias e aliviam sobrecarga familiar; devem iniciar precoce, paralelamente a quimio/radioterapia, com equipe incluindo paliativista, neurologista, fonoaudiólogo e assistente social para planejamento avançado de vontade.