O osteoma é um tumor ósseo benigno e de crescimento extremamente lento, que se desenvolve com maior frequência nos ossos do crânio, da face e nos seios perinasais. Na grande maioria das vezes, ele é completamente silencioso e descoberto apenas por acaso em exames de imagem de rotina. No entanto, quando cresce em direção à parte externa do crânio, o primeiro sintoma clássico é o surgimento de uma protuberância rígida e palpável na cabeça ou no rosto. Esse “caroço” duro como osso, fixo e geralmente indolor sob a pele é o que mais frequentemente leva o paciente, assustado com a parte estética ou com o medo de um câncer, a buscar a avaliação de um neurocirurgião.
Embora o calombo externo seja a queixa mais comum, o crescimento interno do tumor dita outros sinais de alerta. O segundo sintoma é a cefaleia (dor de cabeça) persistente. Quando o osteoma cresce para o interior do crânio ou se localiza dentro dos seios da face (como o seio frontal), ele pode gerar uma pressão contínua nas estruturas adjacentes. Isso se conecta diretamente ao terceiro sintoma: a obstrução nasal e as sinusites de repetição. Ao bloquear a passagem de ar e os canais de drenagem natural dos seios da face, a massa óssea cria um ambiente propício para o acúmulo de secreção e infecções crônicas, gerando uma sensação constante de peso no rosto.
A depender da direção e da força desse crescimento ósseo, estruturas nobres da face podem ser espremidas, o que desencadeia o quarto sintoma: alterações visuais ou oculares. Como os osteomas nascem frequentemente nas paredes dos ossos etmoides ou frontais, tumores maiores podem invadir a órbita (a cavidade do olho). Isso provoca proptose (o olho fica “saltado” para fora), diplopia (visão dupla) e dor ao movimentar o globo ocular, um cenário que exige atenção redobrada para evitar danos visuais permanentes por compressão.
Por fim, o quinto sintoma é a dor facial neuropática (nevralgia) ou alterações de sensibilidade. Esse quadro ocorre quando a lesão endurecida cresce ao ponto de comprimir os nervos cranianos ao seu redor, como as ramificações do nervo trigêmeo. Nesses casos, o paciente pode experimentar choques, pontadas súbitas ou dormência em um dos lados do rosto. É crucial destacar que, embora o osteoma seja totalmente benigno e não sofra metástase, a presença de qualquer um desses sintomas — sejam eles estéticos, de dor ou de compressão neurológica — torna imprescindível a avaliação de um neurocirurgião para determinar se há necessidade de realizar a remoção cirúrgica da lesão.