• Formado em Medicina pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).
  • Residência de Neurocirurgia na Santa Casa de Belo Horizonte.
  • Fellow em Radiocirurgia e Neurocirurgia Funcional pela Universidade da Califórnia Los Angeles (UCLA) EUA.
  • Neurocirurgião do Corpo clínico do Hospital Sirio Libanês e Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo
  • Autor do Neurosurgery Blog
  • Autor de 4 livros
  • Colaborador na criação de 11 aplicativos médicos.
  • Editor do Canal do YouTube NeurocirurgiaBR
  • Diretor de Tecnologia de Informação da Associação Paulista de Medicina (APM) 
  • Delegado da Associação Médica Brasileira (AMB)

Praça Amadeu Amaral, 47 – Conjunto 54 – 5º Andar – Bela Vista, São Paulo – SP, 01327-904

(11) 4200-2300

(11) 99503-8838 (WhatsApp)

julio.pereira@me.com

Julio Pereira - Doctoralia.com.br
Pesquisar

LEUCEMIA: SINAIS E SINTOMAS QUE VOCÊ NÃO PODE IGNORAR. Dr. Julio Pereira – Neurocirurgião São Paulo – Neurocirurgião Hospital Sírio-Libanês

Compartilhe ►

A leucemia é um câncer do sangue e da medula óssea que afeta a produção de células sanguíneas saudáveis, levando ao acúmulo de células imaturas (blastos) que não cumprem suas funções normais. Existem tipos principais: leucemia linfocítica aguda (LLA, mais comum em crianças), leucemia mieloide aguda (LMA, frequente em adultos), leucemia linfocítica crônica (LLC, típica em idosos) e leucemia mieloide crônica (LMC, com pico entre 40-60 anos). Os sintomas surgem porque as células normais (glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas) são substituídas ou suprimidas, causando anemia, infecções frequentes e sangramentos. No Brasil, cerca de 10 mil novos casos são diagnosticados por ano, e a detecção precoce melhora muito o prognóstico — especialmente na LLA infantil, com taxas de cura acima de 80-90%.

Os sinais e sintomas iniciais são inespecíficos e muitas vezes confundidos com gripes, anemias comuns ou estresse, o que atrasa o diagnóstico. Os mais frequentes incluem cansaço extremo e fraqueza (devido à anemia), palidez, falta de ar ao esforço mínimo, febre recorrente ou persistente sem causa aparente (infecções por baixa imunidade), suores noturnos intensos, perda de peso involuntária e fadiga que não melhora com repouso. Outro grupo comum é o sangramento fácil: manchas roxas (petéquias ou equimoses) na pele, sangramento nasal frequente, sangue nas gengivas, menstruação abundante ou sangramento prolongado em cortes pequenos — tudo por redução das plaquetas (trombocitopenia).

Sintomas mais alarmantes aparecem com a progressão: inchaço dos gânglios linfáticos (no pescoço, axilas ou virilhas), dor óssea ou dor nas articulações (especialmente em crianças, por infiltração na medula), inchaço abdominal (por baço ou fígado aumentados), infecções graves repetidas (pneumonia, herpes zoster, infecções na boca), hematomas espontâneos grandes e, em casos avançados, sangramento intracraniano ou convulsões por plaquetas muito baixas ou infiltração leucêmica no sistema nervoso central. Na leucemia aguda, os sintomas surgem em semanas a meses; na crônica, podem ser leves por anos antes de se agravarem.

Diante de qualquer combinação desses sinais — especialmente febre + cansaço extremo + manchas na pele + sangramento fácil que persistem por mais de 2 semanas —, procure um hematologista ou pronto-socorro imediatamente. O diagnóstico é feito por hemograma (mostra blastos ou contagens alteradas), mielograma (punção de medula óssea) e exames moleculares/citogenéticos para definir o tipo e o tratamento (quimioterapia, imunoterapia, transplante de medula). Como neurocirurgião, vejo que infiltração no sistema nervoso central (com cefaleia intensa, vômitos, visão dupla ou convulsões) ocorre em até 10% dos casos de leucemia aguda, exigindo punção lombar e quimioterapia intratecal. Não ignore os sinais: quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de cura ou controle da doença.