• Formado em Medicina pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).
  • Residência de Neurocirurgia na Santa Casa de Belo Horizonte.
  • Fellow em Radiocirurgia e Neurocirurgia Funcional pela Universidade da Califórnia Los Angeles (UCLA) EUA.
  • Neurocirurgião do Corpo clínico do Hospital Sirio Libanês e Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo
  • Autor do Neurosurgery Blog
  • Autor de 4 livros
  • Colaborador na criação de 11 aplicativos médicos.
  • Editor do Canal do YouTube NeurocirurgiaBR
  • Diretor de Tecnologia de Informação da Associação Paulista de Medicina (APM) 
  • Delegado da Associação Médica Brasileira (AMB)

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 🧠 Meningioma Cerebral: Definição e Comportamento. Dr. Julio Pereira – Neurocirurgião São Paulo – Neurocirurgião Hospital Sírio-Libanês

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O meningioma cerebral é o tumor primário do sistema nervoso central mais comum, originando-se das células das meninges (membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal), mais especificamente na aracnoide-máter. Na grande maioria dos casos (cerca de 90%), os meningiomas são classificados como grau I pela OMS, o que significa que são tumores benignos com um crescimento lento e limitado. Devido a esse crescimento lento, muitos tumores são descobertos incidentalmente em exames de rotina e podem permanecer assintomáticos por anos. O risco de um meningioma grau I se tornar maligno ou se espalhar para outras áreas é extremamente baixo, sendo sua patologia primária a compressão local das estruturas cerebrais adjacentes.


🔎 Fatores de Avaliação e Risco para o Tratamento

A decisão entre tratamento ativo (cirurgia, radioterapia) e seguimento clínico (watchful waiting) depende de uma análise multifatorial baseada em evidências sólidas. O principal fator é o estado sintomático do paciente . Se o meningioma estiver causando sintomas neurológicos claros e progressivos, como convulsões, déficits focais (fraqueza, alteração visual) ou hidrocefalia, o tratamento é geralmente indicado. Para pacientes assintomáticos, a avaliação foca no tamanho e localização do tumor. Lesões que são pequenas (geralmente menores que 2 cm) e estão localizadas em áreas de baixo risco (como a convexidade) tendem a ser monitoradas. Em contrapartida, tumores grandes ou localizados em áreas críticas (como a base do crânio, seio cavernoso ou perto de nervos ópticos) apresentam um risco maior de causar déficits permanentes com o crescimento, favorecendo a intervenção.


📈 Fatores de Risco de Crescimento e Idade

Outros fatores que inclinam a decisão para o tratamento ativo incluem evidências de crescimento rápido em exames de imagem seriados (aumento de 20% ou mais em um ano, por exemplo) e a classificação histológica. Embora raros, meningiomas de grau II (atípicos) ou grau III (malignos) exigem tratamento agressivo imediato devido ao alto risco de recorrência e invasão. A idade do paciente também é crucial: pacientes mais jovens (abaixo de 60 anos) com um meningioma pequeno têm uma probabilidade maior de que o tumor cresça ao longo de sua expectativa de vida, podendo se beneficiar da remoção precoce. Em idosos ou em pacientes com múltiplas comorbidades, o risco cirúrgico pode superar o risco do crescimento lento do tumor, levando à preferência pelo monitoramento, conforme recomendado por diretrizes internacionais.


🛠️ Opções de Tratamento e Seguimento

O tratamento principal e curativo para meningiomas sintomáticos ou de alto risco é a ressecção microcirúrgica completa , que busca a remoção total do tumor (Grau de Ressecção de Simpson I ou II). Nos casos em que a remoção completa não é segura devido à proximidade de estruturas vitais, pode-se realizar uma ressecção subtotal seguida por radiocirurgia estereotática (tratamento não invasivo com radiação focada) para controlar o crescimento do remanescente. Para aneurismas de baixo risco e assintomáticos, o seguimento clínico é o padrão, que envolve ressonâncias magnéticas periódicas (a cada 6 a 12 meses inicialmente) para documentar a estabilidade do tumor. A escolha entre as modalidades é complexa e deve ser feita em um centro de referência com base em uma avaliação detalhada do risco-benefício individual.